sábado, 25 de outubro de 2008

Trazendo a baila....

Venha morar no Jardim Botânico.....

Confesso que minha intenção ao iniciar postagens no blog não foi a de fazer polêmica, gerar polarizações, ou mesmo criar atritos com quem quer que seja, porém uma grande característica da internet e principalmente desta ferramenta, o blog, é essa relativa liberdade de expressão. Este assunto, acredito, em nada ou pouco interessará aos leitores não residentes em Brasília, porém trará a tona itens que a imprensa, principalmente a local, por seus vínculos, e necessidades de sobrevivência não publica e nunca publicará.
A publicidade governamental local mais veículada nos últimos dias tem sido sobre a próxima licitação da Compania Imobiliária de Brasília, que tem como carro chefe a comercialização de lotes diversos na área denominada "Jardim Botânico Etapa 3" (clique na imagem para ampliar - trecho entre a pista de acesso a São Sebastião e a érea habitada dos condominios).
Comércio, próximo ao Lago Sul, a 10 minutos do plano piloto, acesso a Ponte JK, estes são alguns dos diversos apelos. Realmente não posso negar, os apelos são reais, porém é necessário que a coletividade conheça o processo para enaltecer o produto. Quem vem hoje à região do denominado Bairro Jardim Botânico, com interesse em migrar para este área, aliás muitos que antes criticavam e até mesmo eram ferrenhamente contra esta mesma região, ficam encantados, com a urbanização, pistas asfaltadas, rede de água encanada já instalada, iluminação pública, pouquíssima poeira, barro e lama, nesta ordem de acordo com as mudanças climáticas, rede telefônica, serviço de TV a Cabo, segurança através de porarías e/ou portões eletrônicos, etc, não sabe o que foi necessario para chegarmos a este nível. Falo com conhecimento de causa, pois resido há quase 20 anos, em uma casa com mais de 30 anos de construção, uma das primeiras do condomínio onde estou. Nos primordios não tinhamos asfalto, ruas de terra batida; comércio só a Panificadora do João, um pioneiro desbravador do local, veio e instalou sua panificadora que servia inclusive de mercado para nos servir com demais gêneros de primeira necessidade ou pequenos supérfluos. Não me lembro bem, mas creio que lá também havia o único açougue. Logo depois vieram os demais comerciantes, lentamente, a distribuidora de bebidas que vendia mais água que outros ítens, já que faltava muita água devido ao período de secas; a frutaria, uma borracharia, que atendia mais aos donos de caminhões. Não possuiamos telefone, somente um modesto orelhão, nas entrada do Jardim Botânico. Aliás, por pouco não ficariamos sem luz e telefone, pois o governo local por vezes embargara os processos de instalação e concessão do serviço. Iluminação de rua, contratamos uma empresa particular do ramo que após desenvolvimento de projeto específico, instalou postes, cabos, transformadores, etc, para desta forma termos fornecimento tanto de rua quanto de todas as unidades. Iluminação de rua! Pagavamos até bem pouco tempo. Todos tinhamos desejo de ter as ruas asfaltadas, afinal, quando não era poeira, era barro e lama. Novamente fomos em busca de firma especializada, se não me engano na éposa foi a Basevi, que depois de planejamento e orçamento aprovados foi a escolhida para execução da obra. Digo, não foi nada barato, mas nos deu grande alívio e satisfação, poder chegar em nossas casas sem risco de atolar nossos carros (coisa que era muito comum, inclusive comigo), de ter nossos filhos brincando nas ruas pavimentadas com nossos recursos. Logo depois vieram as calçadas, que cada morador providenciou a frente de suas casas, nos mesmos moldes do que era e é adotado em regiões como Lago Sul, Norte, Taguatinga, Gurá, etc. Cada morador tinha e tem liberdade de construir sua calçada, respeitando os padrões de medidas da forma e modelo que bem desejar. Aos poucos nosso comércio foi melhorando, com a instalação do Centro Comercial da MUDB, onde temos o BB e o Supermercado, tomando corpo, aumentando a qualidde da oferta de serviços e produtos. Cada comerciante fez seu estacionamento (que particularmente não sou favorável, mas melhor ter assim do que não ter), com resursos próprios, urbanizando a frente de suas lojas, deixando tudo mais agradável, afinal acho que merecemos depois de tantos sacrifícios. O governo, sim, bem mais tarde chegou, ganhou a rede hidráulica gratuitamente, a rede elétrica também, o asfalto, nem se fala. Até hoje não realizaram pintura da faixa divisória na pista secundária em frente a Av. Comercial (não sei bem, como denominam a Av., afinal mudaram tudo para acomodar seu processo de "venda" direta). Depois da instalação da Adm. Regional (acho que faz dois anos) ainda não ví nenhuma reforma relevente. Perdão, a pouco tempo foi pavimentado o estacionamento "em frente" à sede da Adm. Regional.
Bem, a questão da titularidade da terra na região ainda é polêmica, apesar de diversos jornais da cidade fecharem questão após a tão aguardada perícia técnica, não ter deixado bem esclarecida esta questão (esclarecido está, pois não pode haver duplo registro de titularidade), conforme análise laudo pericial realizada pelo Dr. Mario Gilberto e também comentários do Presidente da AJAB, Luiz Carlos Dantas Guimarães. Há pedido de impugnção de parte da perícia realizada. Desta forma, com a afirmação feita no teor da perícia, como poderiam realizar comercialização de lotes em terras que já possuem registro prévio e este em nome de outros, não de Terracap?.
Aliás, fato interessante ocorreu quando um certo dia fomos visitados por funcionário de determidada empresa, questionando os síndicos de diversos condomínios a fornecerem dados quanto à ocupação das unidades, metragem dos terenos, etc. Mas empresa particular, alegando ter poder público para exigir informações particulares, até mesmo tentando se utilizar de ameaças vazias, na forma de coação aos síndicos (agindo como se tivessem realmente alguma autoridade). Isso aliado a uma medição topográfica que muitos, inclusive eu, perguntava para qual finalidade. Isso final de 97, acredito. Logo depois, no início do próximo ano, soubemos que a Compania Imobiliária de Brasília havia realizado registro da terra em cartório público. Mas como!? E o registro anterior que já tinhamos conhecimento? Poderia realmente, por ser empresa estatal, realizar tal procedimento? Sobrepondo a um registro em vigor já realizado?
Trago estas questões, sem querer polêmizar, frizo novamente, pois é necessário que nossos futuros novos vizinhos entendam que, tudo, absolutamente tudo (vamos excluir duplicação de pista principal, ciclovia, gramado da faixa central, pontos de ônibus, e demais instrumentos desta qualidade), que aqui está foi por nós implantado, pois tomamos conta do que a nós pertence, já que acreditamos, apesar da "venda" direta que nossa casas encontram-se em terras particulares, novamente, de acordo com o laudo pericial. Visitem Águas Claras, a as demais cidades jovens, com a mesma idade média de nossa região. Asfalto! Iluminação! Urbanização interna! Drenagem de águas pluviais! Haverá, mas quando houver disponibilidade de caixa ($$$).
Sejam bem vindos.

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